quinta-feira, 30 de junho de 2011
domingo, 12 de outubro de 2008
As Civilizações dos grandes rios
As Civilizações dos Grandes Rios - Economia de Excedentes
As primeiras civilizações urbanas surgiram em extensas planícies, junto a grandes rios, com um regime anual de cheias. Estas inundações depositavam determinadas matérias que permitiam a fertilização dos solos, tornando-os propícios à agricultura. Após intensos trabalhos de construção de diques para suster as águas na época das enchentes, de construção de reservatórios para a guardar nos períodos de seca e construção de canais de irrigação, na região do Crescente Fértil, em cerca de 5000 a.C., a produção das aldeias que viviam da agricultura e da pastorícia ultrapassava com frequência as necessidades de cada um. Surgiam, assim, os excedentes agrícolas que incitavam à troca de produtos. Na aldeia surgia o mercado.

Mas o aumento da produção também estava relacionado com o uso de ferramentas de material mais resistente. À pedra, à madeira e ao osso, seguiu-se o metal. Talvez fosse a descoberta dos metais a que mais contribuiu para a evolução da aldeia para a cidade, ou seja, para o aparecimento de uma civilização urbana. A longo prazo, a metalurgia alterou tanto a forma de vida dos homens, como o tinha feito a agricultura.
Durante muito tempo a utilização dos metais foi escassa, sendo o cobre, por ser mais fácil de trabalhar, o primeiro de que encontramos testemunho. Desde 6000 a.C., que o cobre era martelado, sem aquecimento, na Ásia Menor e, desde cerca de 4000 a.C que apareceram no Egipto os mais antigos objectos de metal conhecidos — os alfinetes de cobre. Com a descoberta da técnica de aquecimento dos metais, surgiu o bronze como produto da fusão do cobre e do estanho. Apareceu pela primeira vez na Mesopotâmia e foi utilizado para o fabrico de armas e de objectos vários.
O trabalho de ouro e de prata, no fabrico de objectos de adorno desenvolveu-se, também, cerca do 4.o milénio a.C. A metalurgia do ferro só surgirá a partir dos finais do 2.º milénio a.C., pois, pela sua dureza, é muito mais difícil de trabalhar.
Os cursos de água, além de beneficiarem a agricultura, favoreceram as trocas, desenvolvendo-se junto ao litoral, a pesca, a navegação costeira e o comércio. O aumento da produção possibilitou o aumento da população e as novas actividades exigiram especialistas e divisão do trabalho. Foi assim que as antigas aldeias neolíticas cresceram e deram origem às primeiras cidades e às primeiras formas de civilização.
Na cidade vão concentrar-se várias funções e poderes - económico, administrativo, político e religioso. Os centros de riqueza e poder serão o Palácio, onde viviam os governantes da cidade e o Templo, dirigido pelos Sacerdotes. A necessidade de registar e controlar essa riqueza e as trocas de produtos conduziu a novas invenções: o cálculo e a escrita.
As mais antigos civilizações conhecidas foram: a civilização Suméria (na Mesopotâmia) a civilização Egípcia, a civilização do Vale do Indo e a civilização da China Antiga.

Mas o aumento da produção também estava relacionado com o uso de ferramentas de material mais resistente. À pedra, à madeira e ao osso, seguiu-se o metal. Talvez fosse a descoberta dos metais a que mais contribuiu para a evolução da aldeia para a cidade, ou seja, para o aparecimento de uma civilização urbana. A longo prazo, a metalurgia alterou tanto a forma de vida dos homens, como o tinha feito a agricultura.
Durante muito tempo a utilização dos metais foi escassa, sendo o cobre, por ser mais fácil de trabalhar, o primeiro de que encontramos testemunho. Desde 6000 a.C., que o cobre era martelado, sem aquecimento, na Ásia Menor e, desde cerca de 4000 a.C que apareceram no Egipto os mais antigos objectos de metal conhecidos — os alfinetes de cobre. Com a descoberta da técnica de aquecimento dos metais, surgiu o bronze como produto da fusão do cobre e do estanho. Apareceu pela primeira vez na Mesopotâmia e foi utilizado para o fabrico de armas e de objectos vários.
O trabalho de ouro e de prata, no fabrico de objectos de adorno desenvolveu-se, também, cerca do 4.o milénio a.C. A metalurgia do ferro só surgirá a partir dos finais do 2.º milénio a.C., pois, pela sua dureza, é muito mais difícil de trabalhar.
Os cursos de água, além de beneficiarem a agricultura, favoreceram as trocas, desenvolvendo-se junto ao litoral, a pesca, a navegação costeira e o comércio. O aumento da produção possibilitou o aumento da população e as novas actividades exigiram especialistas e divisão do trabalho. Foi assim que as antigas aldeias neolíticas cresceram e deram origem às primeiras cidades e às primeiras formas de civilização.
Na cidade vão concentrar-se várias funções e poderes - económico, administrativo, político e religioso. Os centros de riqueza e poder serão o Palácio, onde viviam os governantes da cidade e o Templo, dirigido pelos Sacerdotes. A necessidade de registar e controlar essa riqueza e as trocas de produtos conduziu a novas invenções: o cálculo e a escrita.
As mais antigos civilizações conhecidas foram: a civilização Suméria (na Mesopotâmia) a civilização Egípcia, a civilização do Vale do Indo e a civilização da China Antiga.
sexta-feira, 3 de outubro de 2008
O Neolítico

O neolítico, também chamado de idade da pedra polida, é o período da pré-história compreendido aproximadamente entre 12000 a.C. e 4000 a.C. Durante este período surgiu a agricultura e a pastorícia, o que permitiu às populações um aumento do tempo de lazer, devido à disponibilidade de alimento. A necessidade de armazenar os alimentos e as sementes para cultivo levou à criação de peças de cerâmica, que foram gradualmente ganhando fins decorativos. Por outro lado, a fixação inerente à agricultura provocou a passagem do nomadismo à sedentarização e o aparecimento de uma nova economia de produção, bem como o desenvolvimento da vida em sociedade e o avanço cultural. Foi neste período, que foram assentes as bases para a civilização em que hoje vivemos.
O Processo de Evolução humana no Paleolítico
Foram necessários milhões de anos para que o homem aparecesse como um ser distinto do mundo animal.
Essa transformação iniciou-se na sequência de alterações climáticas registadas em África, e quando a floresta dá lugar à savana. Assim, as espécies de primatas que viviam nesses locais vão ter de adaptar-se a este novo habitat e meio ambiente.
Vivendo num ambiente desprotegido e por razões de sobrevivência, estes hominídeos (primatas em transformação) vão ter de progressivamente passar a deslocar–se sobre os dois membros inferiores, até adquirirem completamente a verticalidade.
A adaptação a este novo meio ambiente está na origem do surgimento das características que definem a espécie humana:
- Bípede / erecto
- Mãos hábeis
- Cérebro complexo
A aquisição da verticalidade (bipedia), a libertação das mãos da sua função locomotora, assim como o desenvolvimento do cérebro e da linguagem são reveladores da progressiva evolução da espécie humana.
Os hominídeos sobreviveram e adaptaram–se às diferentes regiões e climas porque descobriram técnicas e processos de dominar a natureza . Neste processo foi importante a vida em grupo.
O homem foi o único animal capaz de criar meios técnicos e culturais para sobreviver. Assim o aperfeiçoamento a diversificação e a especialização dos instrumentos, bem como o domínio do fogo foram factores essenciais para o controle progressivo da natureza por parte do homem.
O domínio do fogo possibilitou ao homem:
- Cozinhar os alimentos (qualidade e quantidade de alimentos)
- A sobrevivência em locais frios (aquecimento e iluminação)
- Afastar os animais ferozes (segurança)
- Transformação dos instrumentos
- Socialização (convívio)
O homem do paleolítico foi essencialmente um recolector e caçador. A caça foi uma actividade que intensificou a socialização e o desenvolvimento das capacidades de comunicação.
O fim das glaciações e a consequente melhoria climática tiveram como consequências o aumento da população, o que originou a migração do homem para outras regiões do globo e o alargamento das áreas habitadas.
Essa transformação iniciou-se na sequência de alterações climáticas registadas em África, e quando a floresta dá lugar à savana. Assim, as espécies de primatas que viviam nesses locais vão ter de adaptar-se a este novo habitat e meio ambiente.
Vivendo num ambiente desprotegido e por razões de sobrevivência, estes hominídeos (primatas em transformação) vão ter de progressivamente passar a deslocar–se sobre os dois membros inferiores, até adquirirem completamente a verticalidade.
A adaptação a este novo meio ambiente está na origem do surgimento das características que definem a espécie humana:
- Bípede / erecto
- Mãos hábeis
- Cérebro complexo
A aquisição da verticalidade (bipedia), a libertação das mãos da sua função locomotora, assim como o desenvolvimento do cérebro e da linguagem são reveladores da progressiva evolução da espécie humana.
Os hominídeos sobreviveram e adaptaram–se às diferentes regiões e climas porque descobriram técnicas e processos de dominar a natureza . Neste processo foi importante a vida em grupo.
O homem foi o único animal capaz de criar meios técnicos e culturais para sobreviver. Assim o aperfeiçoamento a diversificação e a especialização dos instrumentos, bem como o domínio do fogo foram factores essenciais para o controle progressivo da natureza por parte do homem.
O domínio do fogo possibilitou ao homem:
- Cozinhar os alimentos (qualidade e quantidade de alimentos)
- A sobrevivência em locais frios (aquecimento e iluminação)
- Afastar os animais ferozes (segurança)
- Transformação dos instrumentos
- Socialização (convívio)
O homem do paleolítico foi essencialmente um recolector e caçador. A caça foi uma actividade que intensificou a socialização e o desenvolvimento das capacidades de comunicação.
O fim das glaciações e a consequente melhoria climática tiveram como consequências o aumento da população, o que originou a migração do homem para outras regiões do globo e o alargamento das áreas habitadas.
Adapatado de Eva Ferreira -
http://www.aceav.pt/blogs/eva/Lists/Artigos/Post.aspx?ID=3
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